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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Relato de uma experiência pedagógica numa escola do campo do município de Valença BA

Relato de uma experiência pedagógica numa escola do campo do município de Valença BA
Jonas da Silva Santos¹ ;
 Juvenicio Jesus dos Santos²; 
Rosemary Rufina S. Perin³

Introdução
O presente trabalho é fruto de um projeto desenvolvido na disciplina Pesquisa e práticas pedagógicas III do curso de graduação em Pedagogia Licenciatura e Docência em Processos Educativos da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) Campus XV, em parceria com a escola do campo  Escola Municipal João Rocha da Silva.
A elaboração deste projeto de pesquisa surge a partir da disciplina pesquisas e praticas pedagógicas III e pesquisar sobre essa temática se justifica pelo fato de nos identificarmos muito com a temática.
Nessa pesquisa tivemos como objetivo compreender se a educação ambiental está inclusa no currículo dessa escola e especificamente verificamos se há um processo de formação inicial e continuada do professor para trabalhar a educação ambiental e por fim, analisamos se há um processo interdisciplinar ligado à educação ambiental.
MATERIAIS E MÉTODOS
O componente curricular pesquisas e práticas pedagógicas III possui carga horária de 60 h, sendo que a carga horária integral da disciplina foi destinada a elaboração e realização da pesquisa. No decorrer da disciplina fizemos discursões, levantamento de hipóteses para então definir o que pesquisar. Nessa dinâmica escolhemos pesquisar sobre reflexões sobre a educação ambiental no município de Valença: formação de professores da Escola Municipal João Rocha da Silva
Essa unidade escolar está localizada no tabuleiro do Orobó, zona rural do município de Valença Bahia, atende um público de crianças e adolescentes do 1º ao 5º ano, com classe multisseriada com faixa etária de 06 a 15 anos.
A nossa metodologia está pautada na pesquisa-ação, que se caracteriza através interação pesquisador e pesquisado.

RESULTADOS E DISCUSSÕES

Inicialmente fizemos o levantamento de algumas hipóteses, o professor que atuam nessa escola possui formação inicial e continuada para trabalhar a educação ambiental? O currículo escolar desta instituição comtempla a educação ambiental.
Como está assegurado na lei nº 9.795 que discorre sobre a educação ambiental, bem como a inserção desta como disciplina?
Questionamos a alguns professores e constatamos que os docentes trabalhavam a educação ambiental não no seu sentido amplo, e sim noções básicas.
Com relação à segunda pergunta alguns professores nos relatou que o currículo propõe uma educação ambiental como está proposto no Art. 2o “A educação ambiental é um componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, mas há certo distanciamento entre teoria e prática, pois, os professores não se sentem aptos para tratar especificamente sobre o assunto.
CONCLUSÃO
É importante ressaltar que o componente curricular: pesquisas e práticas pedagógicas é um momento ímpar no processo de formação do Pedagogo, pois o mesmo possibilita que o estudante realize atividades que envolva os elementos como a própria disciplina reza a pesquisa. Realizar essa pesquisa foi de suma importância para a nossa formação, pois tivemos a oportunidade de conferir de perto a realidade da escola do nosso município, bem como verificar se os profissionais possuem capacitação para trabalhar com a educação ambiental.

REFERÊNCIAS
[1] BERNA, Vilmar Sidnei Demamam.  Como fazer educação ambiental. São Paulo: Paulus, 2001. 142 p.
[2] JACOBI, Pedro Roberto. Educação Ambiental, cidadania e sustentabilidade. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/cp/n118/16834.pdf>. Acesso em: 25 Nov. 2011.
[3] MINAYO, Maria C.S. (org.). Ciência, Técnica e a Arte: O Desafio da Pesquisa Social. In: ___. PESQUISA SOCIAL, Teoria, Método e Criatividade. Petrópolis, Vozes. 14 Ed. 1996. Cap 1.


1 Estudante do curso de Pedagogia da Universidade do Estado da Bahia, campus  Valença.  E-mail: jnhsilva@hotmail.com
2 Estudante do curso de Pedagogia da Universidade do Estado da Bahia, campus  Valença.  E-mail: juveniciosantos@gmail.com
3 Professora/Orientadora Universidade do Estado da Bahia,  campus Valença. Mestrado em Educação e Contemporaneidade pela Universidade do Estado da Bahia (2007). Atua como professora auxiliar no Departamento de educação Campus XV - Valença.  E-mail: rorufperin@hotmail.com3

A EDUCAÇÃO DO CAMPO NA CONTEMPORANEIDADE: ALGUMAS REFLEXÕES

A EDUCAÇÃO DO CAMPO NA CONTEMPORANEIDADE: ALGUMAS REFLEXÕES
JUVENICIO JESUS DOS SANTOS

“Por uma educação que nos ensine a pensar e não a obedecer”
Paulo Freire
Iniciar esse exercício de reflexão sobre essa afirmação do grande patrono da educação brasileira e nos propor à discussão a respeito da promoção de uma educação emancipatória, que possibilite contribuir para a elevação do senso crítico reflexivo do jovem fruto dessa educação.
Tratar de educação do campo na contemporaneidade é nos remeter primordialmente aos grandes teóricos (as) Miguel Arroyo (1999), Kaldart (2002), Molina (2002), ambos autores que teorizaram crítica e politicamente a respeito da proposta de por uma educação do campo. Nessa perspectiva, Arroyo (1999) nos ensina que:
“existe um movimento social do campo. Me parece que hoje a imprensa, as elites, a sociedade, todos reconhecem que o campo não está parado, o campo está vivo, há mais vida na terra do que no asfalto da cidade e este me parece um ponto fundamental: termos consciência de que hoje onde há mais vida no sentido de movimento social, onde há mais inquietação é no campo”.
Isto nos remete a problematizar uma proposta de educação inovadora e desafiadora para o campo, espaço este onde o debate está ativo, dessa forma, do ponto de vista pedagógico, nos instiga a discutir a formação específica de professores para lhes possibilitar desenvolver práticas pedagógicas condizentes com a realidade do sujeito do campo. Isso Molina (2002, p. 26), chama de “a primeira tarefa que temos”, a de “cumprir com excelência” e isso “se refere à necessidade permanente de nos capacitar, de estudar sempre e muito”.
A educação do campo historicamente não teve sua devida valorização. Pelo contrário, os sujeitos do campo várias vezes tiveram que parar de estudar, pois na sua localidade não havia escola para atendê-los. O próprio sujeito cognoscente desta reflexão teve a experiência de constatar um fato dessa natureza. Uma estudante da sua localidade repetiu por várias vezes 4° série, atualmente 5° ano, por não possui condições de se deslocar para o meio urbano para estudar.
Além disso, compartilha-se aqui da ideia do artista Gilvan Santos, que de forma poética e artística compôs uma música em que traz uma reflexão singular sobre esse assunto, “Não vou sair do campo pra poder ir para escola, Educação do campo é direito e não esmola” – essa música é trilha sonora da Oficina de audiovisual do Biizu Assentamento Palmares II, disponível no youtube (https://www.youtube.com/watch?v=Y7-ksByde5w).
Propõe se discutir a educação do campo na perspectiva de Miguel Arroyo, que é colocá-la no campo das políticas, ao fazer isso, surge duas vertentes essenciais, a educação como um direito e como um dever. Um direito de todos que depende dela e um dever constitucional do estado de ofertá-la de forma pública, gratuita e de qualidade.

     Dessa forma, reflete-se a respeito da oferta de uma educação que mude a perspectiva do aluno do campo, que promova a consciência de que é possível viver dignamente, ter acesso ao conhecimento e a educação sem precisar sair do campo. Faz-se necessário pensar uma proposta que garanta a permanência do jovem do campo no campo. 

Referências
ARROYO, Miguel Gonzalez. A educação básica e o movimento social do campo. In: ____: FERNANDES, Bernardo M. A educação básica e o movimento social do campo. Brasília,
DF: Articulação Nacional por uma Educação Básica do Campo, 1999 a. (Coleção Por Uma Educação do Campo, v. 2). P. 13-52.
FREIRE, P. Educação como prática da liberdade. 25. Ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2001.

domingo, 9 de outubro de 2016

Respostas/exercícios | LEI 11.091/2005| Juvenicio Santos

Questão 01
Resposta correta E) III e V.

I – O desenvolvimento do servidor na carreira dar-se-á, exclusivamente, pela mudança de nível de capacitação, chamada Progressão por Mérito Profissional. ERRADO

Art. 10. O desenvolvimento do servidor na carreira dar-se-á, exclusivamente, pela mudança de nível de capacitação e de padrão de vencimento mediante, respectivamente, Progressão por Capacitação Profissional ou Progressão por Mérito Profissional. 

II - Planejar e avaliar as atividades são atribuições exclusivas para os cargos de nível de classificação “D” e “E” que integram o plano de carreira, enquanto organizar e executar as atividades são atribuições dos cargos de nível “A”, “B” e “C”.ERRADO

Art. 7o Os cargos do Plano de Carreira são organizados em 5 (cinco) níveis de classificação, A, B, C, D e E, de acordo com o disposto no inciso II do art. 5o e no Anexo II desta Lei.
Art. 8o São atribuições gerais dos cargos que integram o Plano de Carreira, sem prejuízo das atribuições específicas e observados os requisitos de qualificação e competências definidos nas respectivas especificações:
I - planejar, organizar, executar ou avaliar as atividades inerentes ao apoio técnico-administrativo ao ensino;
II - planejar, organizar, executar ou avaliar as atividades técnico-administrativas inerentes à pesquisa e à extensão nas Instituições Federais de Ensino;
III - executar tarefas específicas, utilizando-se de recursos materiais, financeiros e outros de que a Instituição Federal de Ensino disponha, a fim de assegurar a eficiência, a eficácia e a efetividade das atividades de ensino, pesquisa e extensão das Instituições Federais de Ensino.

III - O ingresso nos cargos do Plano de Carreira far-se-á no padrão inicial do 1o (primeiro) nível de capacitação do respectivo nível de classificação, mediante concurso público de provas ou de provas e títulos, observadas a escolaridade e experiência estabelecidas em Lei. CERTO
 Art. 9o O ingresso nos cargos do Plano de Carreira far-se-á no padrão inicial do 1o (primeiro) nível de capacitação do respectivo nível de classificação, mediante concurso público de provas ou de provas e títulos, observadas a escolaridade e experiência estabelecidas no Anexo II desta Lei.

IV - Os servidores lotados nas Instituições Federais de Ensino integrantes do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação farão jus à Vantagem Pecuniária Individual VPI. ERRADO
O perigo está aqui!!!!
 Art. 13-A.  Os servidores lotados nas Instituições Federais de Ensino integrantes do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação não farão jus à Vantagem Pecuniária Individual - VPI 

V- O Incentivo à Qualificação terá por base percentual calculado sobre o padrão de vencimento percebido pelo servidor. CERTO 

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Questão 02

c Somente a assertiva III está correta

Quanto à estruturação do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação, no âmbito das Instituições Federais de Ensino vinculadas ao Ministério da Educação, conforme previsto na Lei n.º 11.091/2005, seguem as seguintes assertivas:

I. Plano de carreira é considerado como o conjunto de cargos de mesma hierarquia, classificados a partir do requisito de escolaridade, nível de responsabilidade, conhecimentos, habilidades específicas, formação especializada, experiência, risco e esforço físico para o desempenho de suas atribuições.

II. Nível de classificação é considerado como o conjunto de princípios, diretrizes e normas que regulam o desenvolvimento profissional dos servidores titulares de cargos que integram determinada carreira, constituindo-se em instrumento de gestão do órgão ou entidade.

III. Cargo é considerado como o conjunto de atribuições e responsabilidades previstas na estrutura organizacional que são cometidas a um servidor.

Assinale a alternativa correta:
 a Somente a assertiva I está correta
 b Somente a assertiva II está correta
 c Somente a assertiva III está correta
 d Todas as assertivas estão corretas
 e Todas as assertivas estão incorretas

Questão 03
e) Todas as afirmativas estão corretas

Exercícios Lei 11.091/2005 | JUVENICIO SANTOS


Em relação a estruturação do Plano de Carreira dos Cargos Técnicos Administrativos em Educação, no âmbito das Instituições Federais de Ensino vinculadas ao Ministério da Educação, disposta na Lei 11.091, analise as afirmativas a seguir: 



I – O desenvolvimento do servidor na carreira dar-se-á, exclusivamente, pela mudança de nível de capacitação, chamada Progressão por Mérito Profissional. 

II - Planejar e avaliar as atividades são atribuições exclusivas para os cargos de nível de classificação “D” e “E” que integram o plano de carreira, enquanto organizar e executar as atividades são atribuições dos cargos de nível “A”, “B” e “C”. 

III - O ingresso nos cargos do Plano de Carreira far-se-á no padrão inicial do 1o (primeiro) nível de capacitação do respectivo nível de classificação, mediante concurso público de provas ou de provas e títulos, observadas a escolaridade e experiência estabelecidas em Lei. 

IV - Os servidores lotados nas Instituições Federais de Ensino integrantes do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação farão jus à Vantagem Pecuniária Individual – VPI. 

V- O Incentivo à Qualificação terá por base percentual calculado sobre o padrão de vencimento percebido pelo servidor. 


São VERDADEIRAS as afirmativas:
A)I e III.  
B) IV e V.  
C) I, III e IV.  
D) II, III e V.  
E) III e V. 
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Questão 02
Quanto à estruturação do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação, no âmbito das Instituições Federais de Ensino vinculadas ao Ministério da Educação, conforme previsto na Lei n.º 11.091/2005, seguem as seguintes assertivas:

I. Plano de carreira é considerado como o conjunto de cargos de mesma hierarquia, classificados a partir do requisito de escolaridade, nível de responsabilidade, conhecimentos, habilidades específicas, formação especializada, experiência, risco e esforço físico para o desempenho de suas atribuições.

II. Nível de classificação é considerado como o conjunto de princípios, diretrizes e normas que regulam o desenvolvimento profissional dos servidores titulares de cargos que integram determinada carreira, constituindo-se em instrumento de gestão do órgão ou entidade.

III. Cargo é considerado como o conjunto de atribuições e responsabilidades previstas na estrutura organizacional que são cometidas a um servidor.

Assinale a alternativa correta:
 a Somente a assertiva I está correta
 b Somente a assertiva II está correta
 c Somente a assertiva III está correta
 d Todas as assertivas estão corretas
 e Todas as assertivas estão incorretas


Questão 03
Quanto à estruturação do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação, no âmbito das Instituições Federais de Ensino vinculadas ao Ministério da Educação, conforme previsto na Lei n.º 11.091/2005, seguem as seguintes afirmativas:
I. A gestão dos cargos do Plano de Carreira observará o princípio e diretriz da investidura em cada cargo condicionada à aprovação em concurso público e à qualidade do processo de trabalho.
II. Considera-se como plano de carreira o conjunto de princípios, diretrizes e normas que regulam o desenvolvimento profissional dos servidores titulares de cargos que integram determinada carreira, constituindo-se em instrumento de gestão do órgão ou entidade. O Plano de Carreira está estruturado em 5 (cinco) níveis de classificação, com 4 (quatro) níveis de capacitação cada.
III. A liberação do servidor para a realização de cursos de Mestrado e Doutorado está condicionada ao resultado favorável na avaliação de desempenho.
Assinale a alternativa correta:
  a) Somente as afirmativas I e II estão corretas
  b) Somente as afirmativas I e III estão corretas
  c) Somente a afirmativa II está correta
  d) Somente as afirmativas II e III estão corretas

  e) Todas as afirmativas estão corretas


sexta-feira, 23 de setembro de 2016

MEC esclarece que não haverá corte de nenhuma disciplina

Não haverá corte de nenhuma disciplina na proposta que o presidente da República, Michel Temer, e o ministro da Educação, Mendonça Filho, anunciaram na tarde desta quinta-feira, 22, para o Novo Ensino Médio, a maior mudança na educação nos últimos 20 anos, desde a Lei de Diretrizes e Base da Educação. A carga horária continuará sendo de 2.400 horas, sendo o limite máximo de 1.200 horas para a Base Nacional Curricular Comum (BNCC). As demais 1.200 horas serão voltadas para o currículo flexível.

“Não está decretado o fim de nenhum conteúdo, de nenhuma disciplina. Do que a Base Nacional definir, todas elas serão obrigatórias na parte da Base Nacional Comum: artes, educação física, português, matemática, física, química. A Base Nacional Comum será obrigatória a todos. A diferença é que quando você faz as ênfases, você pode colocar somente os alunos que tenham interesse em seguir naquela área. Vamos inclusive privilegiar professores e alunos com a opção do aprofundamento”, explicou o secretário de Educação Básica do Ministério da Educação, Rossieli Soares, também presente ao evento.

O Novo Ensino Médio trata da oferta de uma alternativa de formação média de nível técnico e profissional. Nessa proposta, essa formação deverá ocorrer dentro

 do programa escolar regular, que hoje só é possível nas escolas de tempo integral. Com isso, será possível que os jovens continuem desenvolvendo as competências gerais que fazem parte da base comum e possam se dedicar a atividades de cunho mais prático e aplicado, desenvolvendo competências específicas em áreas profissionais, capacitando-os para o trabalho qualificado, sem impedir que eles possam continuar estudando em nível superior, em cursos tecnológicos e superiores, em uma etapa seguinte.

O requisito básico mais importante, além da parte comum da Base Nacional Curricular, é a exigência de um componente prático, na forma de atividades supervisionadas realizadas no setor produtivo ou em ambientes de simulação.

fonte:
http://portal.mec.gov.br/component/content/article?id=39581

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Senadores querem modernização das escolas públicas com oferta de internet

O senador Cristovam Buarque (PPS-DF) fez um alerta diante do anúncio do governo Temer de que vai reformar o ensino médio. Para ele, não basta mudar os currículos se não houver modernização da infraestrutura das escolas, com a oferta de computadores conectados a internet banda larga para uso dos alunos. A senadora Ana Amélia (PP-RS) concorda. Ela sustenta que os recursos digitais são grandes aliados do aprendizado. O PLS 280/2015, apresentado por alunos que participaram do programa Jovem Senador do ano passado, propõe que escolas públicas e privadas ofereçam internet para os ensinos fundamental e médio. A reportagem é de Maurício de Santi, da Rádio Senado.

fonte: senado federal http://www12.senado.leg.br/noticias/audios/2016/09/senadores-querem-modernizacao-das-escolas-publicas-com-oferta-de-internet

terça-feira, 6 de setembro de 2016

MEC libera R$ 139 milhões para educação básica e ministro garante a continuidade de obras

O ministro da Educação, Mendonça Filho, anunciou nesta segunda-feira, 5, em Natal, a liberação de R$ 139,8 milhões para a educação básica. São R$ 110 milhões para execução de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC–Educação), em 26 unidades da Federação. Os outros R$ 29,8 milhões destinam-se a custeio de obras vinculadas ao Plano de Ações Articuladas (PAR). O anúncio foi feito na sede da Escola de Governo Dom Eugênio de Araújo Sales, durante a abertura do projeto FNDE Soluções Locais.
“A lógica de obras serem iniciadas e paralisadas por falta de recursos não mais existirá”, garantiu o ministro. “Vamos fazer o devido e necessário planejamento para atender as demandas de investimento das universidades federais.” Ele lembrou que os compromissos assumidos pelo MEC têm sido honrados. “Só depois de concluir essa etapa daremos início a novas obras.”
Mendonça Filho ressaltou que tem usado critérios técnicos na escolha dos municípios beneficiados, com prioridade para obras em andamento, principalmente aquelas que estão próximas do término, para ter a conclusão garantida.
O FNDE Soluções Locais é uma ação promovida pelo Ministério da Educação, por intermédio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), com o objetivo de ir aos estados para prestar atendimento institucional individualizado a gestores educacionais, capacitá-los e resolver possíveis pendências quanto à execução dos diversos programas do FNDE na região. Criado em 2015, o FNDE Soluções Locais já prestou mais de 8 mil atendimentos em 27 unidades federativas.
Desde que a atual gestão assumiu o MEC, em maio, já foram liberados mais de R$ 1,8 bilhão em recursos para a educação básica. Ao todo, o MEC, na gestão de Mendonça Filho, já liberou mais de R$ 5 bilhões, incluídos repasses para o PAC destinados à execução de programas e ações da educação básica, da educação superior e da educação tecnológica, além de avaliações, convênios e despesas administrativas.
O ministro também lembrou que foi incluída no orçamento de 2017, que deve ser votado neste ano no Congresso Nacional, uma previsão de reajuste dos valores para a merenda escolar e transporte escolar. A definição do valor deve ser feita no início do próximo ano, após estudos. “A alimentação escolar é política pública básica”, observou o ministro. “E desde 2009 não há reajuste no repasse para estados e municípios.”
Mendonça Filho assinou ainda a liberação de R$ 3,5 milhões para melhorias nas instalações da Maternidade-Escola Januário Cícero, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Do total, R$ 1,19 milhão serão destinados à aquisição de mobiliário, reforma e ampliação da unidade de parto humanizado. Outros R$ 2,33 milhões serão usados em despesas de custeio.
“Os recursos para a maternidade são voltados para a melhoria das condições de trabalho e infraestrutura hospitalar, para melhor atendimento à população e formação dos profissionais de saúde que estudam na UFRN”, disse o ministro.
Ceará — Na manhã da segunda-feira, 5, o ministro participou da inauguração da sede da Escola Estadual de Educação Profissional Adriano Nobre, na cidade de Itapajé, no interior do Ceará. Durante o evento, Mendonça Filho anunciou a liberação de R$ 15,6 milhões para a educação básica no estado. “Isso demonstra claramente a nossa disposição em investir cada vez mais na educação básica”, salientou o ministro.
Instituição mais bem colocada entre as escolas públicas do Ceará, a escola Adriano Nobre obteve média de 574,01 e ficou entre as 20 escolas mais bem posicionadas no ranking nacional das notas por escola da edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), em 2014, segundo levantamento feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).
fonte: Assessoria de Comunicação Social. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/component/content/article?id=38971


COM 12 MIL CASOS AO ANO, BRASIL PODE TER SEMANA PARA DISCUTIR SUICÍDIO

O senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) apresentou, na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), projeto (PLS 260/2016) que institui a Semana Nacional de Valorização da Vida no Brasil, a ser realizada anualmente na semana que compreender o 10 de setembro — Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. A matéria aguarda indicação de um relator.
A finalidade do projeto é promover o debate, a reflexão e a conscientização sobre essa temática na sociedade, objetivando dignificar a vida no Brasil, em reação ao aumento do número de suicídios. Os órgãos públicos responsáveis pela coordenação e implementação de políticas ligadas à prevenção do suicídio ficam incumbidos de realizar e divulgar eventos que promovam o debate, a reflexão e a conscientização sobre o tema.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 800 mil suicídios foram registrados em 2015 em todo o mundo, dos quais 75% em países de média e baixa renda.
O Brasil ocupa a 8ª posição no ranking de países com maior incidência de suicídios, ultrapassando o número de 12 mil casos por ano.
"O tabu sobre o tema do suicídio é um dos principais obstáculos no combate desse grave problema. No entanto, por meio de uma abordagem abrangente e com uma estratégia nacional de prevenção, é possível enfrentá-lo e conquistar resultados positivos de diminuição no número de casos", argumenta o senador Garibaldi na justificativa para a apresentação de sua proposta.

CDH

Em novembro do ano passado, por iniciativa de Hélio José (PMDB-DF), a Comissão de Direitos Humanos (CDH) realizou uma audiência pública com especialistas e autoridades, quando foram discutidas estratégias e políticas visando prevenir casos de suicídio em nosso país.
Na ocasião, o suicídio foi definido como uma "epidemia silenciosa" no Brasil, e com uma preocupante tendência de crescimento entre jovens e adolescentes.
Nos últimos 10 anos, a taxa de suicídio cresceu mais de 40% entre brasileiros de 15 a 29 anos.
Os médicos e psicólogos participantes lembraram que há diversas oportunidades para salvar a vida de quem pensa em se matar e explicaram que é importante falar sobre o assunto, dando voz a quem sofre.
Professor de Psicologia na Universidade de Brasília (UnB), Marcelo Tavares argumentou que as campanhas educativas e ações de prevenção são realmente eficientes e defendeu que o suicídio deve ser tratado como um problema de saúde pública, com políticas e programas específicos.
— Nossos desafios são grandes. O contexto da prevenção do suicídio é muito mais amplo, requer que a gente pense em nossos adolescentes, em nossos idosos, nas profissões de risco e nas pessoas que possam ter experiências agudas de sofrimento — frisou Tavares na ocasião.
No Brasil, o Centro de Valorização da Vida (CVV) trabalha há 53 anos na prevenção ao suicídio. A entidade atende 24 horas por dia no telefone 141, por e-mail ou bate-papo na internet, no endereço www.cvv.org.br.
fonte: Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado) Disponível em: http://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2016/09/05/com-12-mil-casos-ao-ano-brasil-pode-ter-semana-para-discutir-suicidio


Criação da Política Nacional de Leitura e Escrita será analisada por comissão


Projeto que incentiva a leitura, a escrita, a literatura e as bibliotecas de acesso público está pronto para votação na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE). O Projeto de Lei do Senado (PLS) 212/2016, da senadora Fátima Bezerra (PT-RN), institui a Política Nacional de Leitura e Escrita (PNLE).
— A leitura, a escrita e a literatura são elementos indissociáveis e fundamentais para o desenvolvimento humano. Por meio delas, homens e mulheres são capazes de criar uma nação que compreende seus desafios e buscar soluções para a construção de um país justo, sustentável e democrático — argumenta a senadora.
Entre os objetivos do projeto, estão os de promover a literatura e fomentar os processos de criação, formação, pesquisa, difusão e troca de conhecimento literário e acadêmico em território nacional e no exterior, para autores e escritores, por meio de prêmios, intercâmbios e bolsas. E incentivar a criação e implantação de planos estaduais e municipais do livro e da leitura, em fortalecimento ao Sistema Nacional de Cultura.
Para o alcance dos objetivos da Política Nacional de Leitura e Escrita, a senadora sugere a elaboração do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), que estabelecerá metas e ações, nos termos do regulamento da PNLE. Esse plano deverá viabilizar a inclusão de pessoas com deficiência, observadas as condições de acessibilidade e o disposto nos acordos, convenções e tratados internacionais que busquem facilitar o acesso a obras literárias.
O relator da proposta na CE, senador Paulo Paim (PT-RS) afirma, em seu relatório pela aprovação, que considerando o passado recente do país, anterior à universalização do acesso ao ensino fundamental, é indispensável à existência de mecanismos complementares às políticas educacionais propriamente ditas.
— Ações voltadas para a ampliação da oferta de livros, instalação de bibliotecas e centros culturais correlatos, entre outras medidas, são essenciais para que os benefícios da leitura sejam consolidados — afirmou.
Paim propôs, no entanto, emenda alterando as datas previstas no projeto, relativas ao Plano Nacional do Livro e Leitura. Ele sugere que o plano seja elaborado nos primeiros seis meses do mandato do chefe do Poder Executivo, e não até o final do primeiro ano do mandato, como no texto de Fátima Bezerra. A duração do plano, segundo o relator, deverá ser de 10 anos, enquanto no projeto original prevê-se quatro anos.

Prêmio

No PLS 212/2016, a senadora Fátima Bezerra também sugere a criação do Prêmio Vivaleitura, que seria concedido no âmbito da Política Nacional de Leitura, para valorizar e reconhecer as melhores experiências que promovam o livro, a leitura, a escrita, a literatura e as bibliotecas. O ato seria em conjunto do Ministério da Cultura e do Ministério da Educação.
fonte: Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)


segunda-feira, 5 de setembro de 2016

USP abre inscrições para cursos gratuitos de línguas estrangeiras

A USP (Universidade de São Paulo) está com inscrições abertas para diversos minicursos de línguas estrangeiras, ministrados por alunos-estagiários da Faculdade                                  Créditos: iStock/Qvasimodo
de Educação. Os interessados poderão aprender gratuitamente idiomas como alemão, árabe, chinês, espanhol, francês, inglês, grego e italiano. 
Todos os cursos são abertos à comunidade interna (alunos, funcionários e docentes da USP) e à comunidade externa (interessados em geral), sendo oferecidos de forma presencial no campus da USP. 
As inscrições devem ser realizadas até o dia 9 de setembro, por meio deste link. Lá, você pode conferir os horários das turmas e dias de aulas.  No dia 8 de setembro as inscrições poderão ser realizadas presencialmente, na Faculdade de Educação, bloco B, ala B, LIET, das 9h às 11h e das 13h às 16h.
Em 12 de setembro acontecem os sorteios e no dia 13 serão divulgados os resultados pela internet e em listas impressas, a serem colocadas no saguão do Bloco B da FE. As aulas começam no dia 19 de setembro. Confira aqui o edital para mais informações.